Os primeiros relatos ocorreram em 1925-26 no
Memorial Hospital for Cancer e Allied Diseases em Nova York, atualmente
Memorial-Sloan Kettering Cancer Center, por cirurgiões onde se destacaram Hayes
Martin e Bradley Coley, que realizam punções aspirativas em larga escala de
tumores em vários órgãos, com a ajuda de um técnico, Edward Ellis
Martin e Ellis publicaram suas observações inicias em 1930, baseados no estudo de 1405 diagnósticos de câncer e em 1931 Coley publicou sua experiência com aspirados de ossos.
Embora Martin, Ellis e Stewart podem ser creditados como os fundadores da punção aspirativa contemporânea eles não deixaram seguidores nos EUA.
Durante os anos 40 e 50, uma nova escola de punção aspirativa desenvolveu-se na Europa baseada no uso de agulha fina. Os pioneiros foram o hematologista holandês Paul Lopes-Cardozo e o internista sueco Nils Söderström.O principal objetivo era a necessidade de obter um diagnóstico rápido e com trauma mínimo ao paciente.
A invenção da pistola de punção aspirativa por Sixten Franzén de Estocolmo, como também seu extenso trabalho com muitos tecidos, popularizou seu método.

Outro sueco que se notabilizou foi Josef Zajicek, colega de Franzén, com rica contribuição no campo e que escreveu o excelente Aspiration Biopsy Cytology.
Com a assistência de seus colegas, o urologista Esposti e o patologista Löwhagen patentearam a trajetória da punção por agulha fina.
Esposti, Franzén e Zajicek escreveram um capítulo para a segunda edição de Diagnostic Cytology and its Histopathologic Bases que surgiu em 1968, sendo a primeira edição de 1961. Esse livro foi um dos melhores de sua época. Talvez só sendo rivalizado pelo livro de Söderström de 1966, o qual recebeu pouca atenção nos EUA.
Para a terceira edição de Diagnostic Cytology, de 1979, Zajicek escreveu um brilhante texto. A cópia do livro chegou a suas mãos algumas horas antes de sua morte, aos 56 anos.
A popularidade crescente da punção aspirativa nos EUA é atribuída a poucos entusiastas como o patologista William J. Frable, David Kaminsky e Tilde S. Kline e o hematologista Joseph Linsk.
A contribuição contemporânea mais importante talvez seja o avanço nos métodos de imagem, principalmente ultrassonográficos de órgãos profundos, com a possibilidade de punção de lesões retoperitoneais, do mediastino posterior e cérebro, sem necessidade de cirurgia exploradora.
Técnica-vantagens e limitações
A prática da PAAF traz claramente vantagens a
pacientes e médicos, é relativamente indolor, com trauma mínimo, produz
resultados rápidos e é barata. Pode ser realizada a nível ambulatorial não
necessitando de preparo ou repouso.
Acurácia do resultado em muitas situações, quando aplicada por profissionais experientes e bem treinados, pode se aproximar á histologia, promovendo diagnósticos inequívocos.
É um excelente método de exame complementar, associado ao exame clínico e radiológico, ajuda o médico a tomar a conduta mais adequada.
O método pode ser aplicado em lesões superficiais palpáveis, como por exemplo, pele, mama, tireóide, glândulas salivares e linfonodos ou, com auxílio do exame ecográfico, em lesões profundas não palpáveis.
A técnica baseia-se no uso de agulha e seringa adaptada a suporte para aspiração designado como pistola. Após a introdução da agulha no tecido é feita a aspiração seguida do preparo dos esfregaços nas lâminas de vidro, fixados ou secos ao ar e submetidos à coloração de Papanicolau ou Giemsa, respectivamente.
Complicações são extremamente raras e em geral associadas a PAAF de estruturas profundas intra-abdominais ou torácicas. Em PAAF de lesões superficiais, limita-se a hematoma local em geral limitado.

O procedimento de punção e leitura citológica são realizados por médicos patologistas treinados em centros de referência no Brasil e no exterior.
O material aspirado é submetido, ainda durante o procedimento, à verificação de satisfatoriedade, possibilitando nova coleta de material imediata caso necessário e, consequentemente, evitando laudos com diagnósticos insatisfatórios.
O patologista responsável dispõe do contato com o paciente, da análise de outros eventuais exames complementares e da citologia obtida para a formulação de um diagnóstico preciso e punctiforme.
O contato do médico solicitante com nossos profissionais é incentivado e facilitado para qualquer esclarecimento.
A marcação do exame pode ser efetuada por telefone através de nossas atendentes ( 32867239/32867398 ).
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